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Encarnação

População:  3 893 habitantes
Área:  28,54 km²
Densidade populacional:  136,4 hab/km²
Actividades económicas: Agricultura, indústria de panificação, comércio e produtos alimentares.
Padroeiro:  
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Nazaré (de 17 em 17 anos)
Feiras: Mercado mensal (1.º domingo de cada mês)
Património cultural e edificado:
Colectividades:  Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, Sporting Clube Encarnacense, Grupo Desp. do Barril e Assoc. Cultural e Recreativa de Casais de S. Lourenço
Artesanato: Pintura em azulejos, pintura no barro e tapeçaria de Arraiolos

É uma das freguesias mais antigas do concelho. No lugar da Seixosa, encontra-se uma estação arqueológica, em fase de escavações, que parece datar de há mais de um milhão e meio de anos - período Calabriano III. Em Portugal, é a estação mais antiga de quantas se conhecem até hoje, sendo também uma das mais antigas da Europa. Encarnação nem sempre teve esta designação. Inicialmente, chamou-se Fanga da Fé e o seu orago era S. Domingos.

Os primeiros documentos escritos sobre esta freguesia referem exactamente este nome. O herdamento de Fanga da Fé, segundo Pina Manique, terá sido doado por D. Afonso Henriques ao mosteiro de Santa Maria de Oia, nos primeiros tempos da fundação da Nacionalidade. Esta doação iria ser confirmada alguns anos mais tarde por D. Sancho I.

Estes frades, provenientes da Galiza, fundaram aqui um convento. Detinha uma vasta propriedade, que abrangia sensivelmente toda a actual freguesia de Encarnação. Em 28 de Março de 1278, no entanto, este mosteiro já estava na posse da coroa, depois de ter pertencido a um tal Vicente Rodrigues.

Para protecção da propriedade, terá sido construída uma torre durante o reinado de D. Dinis, que doara o convento a sua mulher, a Rainha Santa Isabel. Dessa torre nada resta, a não ser o próprio nome do lugar onde ela esteve edificada.

Em 1622, a actual freguesia de Encarnação é finalmente criada, mas ainda sob o nome de S. Domingos de Fanga da Fé. Foi seu primeiro prior o Pe. Vicente de Carvalho. O desenvolvimento da povoação iniciou-se sensivelmente a partir daí, quando foram instituídas duas feiras francas, quase isentas de impostos. Ao mesmo tempo, os círios iam movimentando cada vez mais a vida da freguesia.

Do património artístico de Encarnação, destacamos a igreja matriz. Sucedeu a uma outra que existiu em honra de S. Domingos de Fanga da Fé, onde também têm surgido muitos vestígios arqueológicos, e que ruíu depois do terramoto de 1755. A fachada, com duas torres sineiras, é precedida de uma escadaria. A galilé, de grandes arcos abatidos e abóbadas de aresta, ocupa a área do sub-coro e está ligada aos dois alpendres laterais. É de uma só nave, decorada por silhares de azulejos seiscentistas do tipo tapete. Quanto ao púlpito, de talha rocócó, é decorado em mármore. A capela-mor, por seu lado, tem as paredes revestidas de painéis de azulejos azuis e brancos representando a Adoração dos Pastores e a Adoração dos Magos. Algumas das pinturas são atribuídas a André Gonçalves. Contém um retábulo de talha com colunas torsas.

Esta igreja foi inicialmente propriedade particular, pertença da casa de Belmonte. Só a partir do século XVIII é que foi dada para igreja matriz pela família que a detinha. Está classificada como monumento nacional.

A agricultura, em Encarnação, conjuga-se de forma efectiva com o turismo. Por outras palavras, os excelentes solos aliam-se às magníficas praias para potenciar uma economia que tem todas as condições para se desenvolver de forma crescente. S. Lourenço e Calada são, assim, eminentes pontos de atracção turística da freguesia.

Inácio Beirão, numa publicação local, acentuava exactamente este aspecto: “A circunstância de ser uma freguesia rural não impediu o seu desenvolvimento, já que ela é considerada zona de grande turismo, as avalanches de turistas que aqui afluem seduzidos pelo seu clima suave e pelas belas praias, cuja notável é a de S. Lourenço, a três quilómetros da Encarnação. É isto o factor principal do progresso local.”
Algumas das mais lídimas tradições da Encarnação ainda vão subsistindo, mas muitas outras foram devoradas pelo tempo e por um progresso que não respeita quem a ele não se adapta. Em termos religiosos, os círios que vêm da Lourinhã, da Nazaré e de Peniche dão uma movimentação muito característica à povoação. A de Nossa Senhora da Nazaré, por exemplo, realiza-se de dezassete em dezassete anos.


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