População: 1 052 habitantes
Área: 15,57 km²
Densidade populacional: 67,6 hab/km²
Actividades económicas: Agricultura, tendo sido dominante a cultura de morangos e construção civil
Padroeiro: Nossa Senhora da Oliveira
Festas e Romarias: Nossa Sra. da Oliveira (2/3 de Fevereiro), Nossa Sra. da Nazaré (de 17 em 17 anos), Festa dos Morangos (3.ª semana de Maio), São Sebastião e São Vicente (20 a 24 de Janeiro), Nossa Sra. de Fátima (15/16 de Agosto).
Feiras:
Património cultural e edificado: Igrejas, matriz e do Codeçal, capelas, do Codeçal (classificada), da Chanca e do Monte Gordo e moinhos de vento
Colectividades: Grupo Recreativo Sobralense
Gastronomia:
Em termos eclesiásticos, Sobral da Abelheira era um curato da apresentação do reitor da paróquia de Torres Vedras. Pertenceu ao concelho da Azueira até à sua extinção, que ocorreu a 24 de Outubro de 1855. Transitou então para o concelho de Mafra.
A igreja paroquial, consagrada a Nossa Senhora da Oliveira, é o maior bem patrimonial desta freguesia. Tem um portal manuelino, com arco em carena e elementos decorativos do Renascimento. Quanto ao interior, de três naves, está parcialmente revestido de azulejos do tipo tapete, do século XVII.
A capela-mor é coberta por uma abóbada de berço, inteiramente lavrado com caixotões de baixo volume, tudo envolvido por arcos e tabelas de talha dourada. O frontal do altar ostenta uma composição de azulejos com cenas alusivas à vida de Nossa Senhora da Oliveira. Nos frontais dos altares colaterais, figuram azulejos hispano-árabes. A pia baptismal é em pedra lavrada e está datada de 1566. Sobre este templo e a freguesia em redor, que justifica afinal a de um povo, referiu Armando de Lucena em “Monogafia de Mafra: “Sempre rica, exuberante e variada, a paisagem ao redor da sede concelhia, Mafra, com o seu monumento joanino e as riquezas que encerra, guia, pelo seu prestígio histórico e artístico, a exploração turística de todo o concelho. Partem, daqui, caminhos para todos os quadrantes da região. O noroeste representado pela Picanceira e pela Encarnação, abrangem, também, o Sobral da Abelheira, com a sua igreja alpendrada, a torre sineira e a alvura imaculada do seu caio.
O ingresso à nave da igreja faz-se por meio de um esplêndido portal de pedra lavrada no estilo manuelino, representado pelos elementos dominantes da escultura ornamental daquela época. Do fundo branco da frontaria, ressalta a silharia referida, que acusa a forma conopial, de curiosas curvas e contra-curvas. Esta peça decorativa deve ter pertencido a outro templo, visto que a arquitectura fundamental da igreja exprime carácter diferente da peça em questão. Seja, porém, como for, é um exemplar digno de registo no código da ornamentária manuelina”.